A FOX disponibilizou um novo teaser de 'Alcatraz', nova produção de J.J. Abrams (de "Lost"). A série, prevista para ir ao ar em 9 de janeiro de 2012, nos Estados Unidos, trata das estranhas aparições, 30 anos depois, de guardas e prisioneiros da famosa cadeia, tidos como desaparecidos.
Com Jorge Garcia (o Hurley, de "Lost") e Sam Neill.
A série "Os monstros" ganhará uma refilmagem a cargo de Bryan Singer (de, dentre outros, "Os suspeitos" e, na TV, "House") e Bryan Fuller ("Pushing Daisies" e "Dead like me").
A ideia dos dois produtores-executivos é fazer com que a clássica série (que foi ao ar entre 1964 e 1966, nos Estados Unidos) seja uma mistura de "Modern family" com "True blood". A conferir.
“The walking dead” chegou ao finale da midseason (agora, só em fevereiro de 2012) deixando seus fãs com água na boca. Confesso que continuava a assistir a série de teimoso que sou. Isso porque, durante praticamente os primeiros cinco episódios, nada acontece.
Ou melhor, do segundo episódio ao quinto, há apenas dois elementos dramáticos importantes conduzindo a trama: Carl é baleado e Sophia desaparece. Aí vem o tenso 206 (claramente, uma preparação para o finale) para dar aquela chacoalhada; muito bem-vinda, aliás. E, então, o que vem a seguir? Um sétimo capítulo simplesmente espetacular, que veio corroborar o que muitos já sabiam (e o que, talvez, eu tivesse esquecido): “The walking dead” não é uma série qualquer.
Primeiro, no episódio anterior, veio a revelação de que o celeiro era o feliz lar de zumbis comedores de galinha. Depois, toda a angústia (e paciência) pela busca de Sophia é recompensada, na já clássica cena do fuzilamento (vídeo abaixo), com o tiro fatal disparado por Rick na cabeça da recém-zumbi.
O problema é que, logo agora que a coisa esquentou, temos que esperar meses pela sua continuação. Ou seja, sigo sem saber o que pensar. No caso de Sophia, por exemplo, me parece óbvio que os autores resolveram esticar um conflito que poderia ser resolvido em, no máximo, dois episódios, para que este finale atingisse toda a catarse emocional pretendida.
Talvez não fosse preciso esperar sete capítulos completos para alcançar este objetivo, mas é inegável que “Pretty much dead already” foi perfeito: dramático, emocionante, tenso, violento e cruel. Há aqueles que pensam que este 207 foi melhor do que todos os outros juntos (e, talvez, o único episódio realmente bom). Não chego a tanto, mas entendo perfeitamente o que querem dizer.
Prefiro pensar que, longe de terem criado uma “barriga” por cinco capítulos, tudo foi construído para que o impacto final fosse o maior possível. Tomara que a série mantenha a pegada dos dois últimos episódios no restante da temporada. Uma pena que não seja já no próximo domingo.
Abaixo, um vídeo (sem legendas) com o elenco comentando sobre o episódio (e o encerramento com a cena do fuzilamento).
A segunda temporada de “The walking dead” foi ao ar, nos Estados Unidos, em 16 de outubro. “What lies ahead” teve mais de uma hora de duração e um final impactante. Mas, infelizmente, apesar de boas cenas de tensão, sempre que tenta enveredar pelo drama, o nível cai.
Isto porque, mesmo existindo defensores, há que se dizer que o elenco é o calcanhar de Aquiles da série. Às vezes, temos a impressão de assistir a um filme ruim baseado em Stephen King.
Este episódio, por exemplo, teve dois diretores, mas a dificuldade em esconder a canastrice do elenco continua. Ainda assim, houve bons momentos, como citei acima, com o desaparecimento de um personagem e uma possível morte de outro.
Neste caso, a impactante cena final poderia ter ainda mais força, não fosse a opção de prolongar o suspense exageradamente, antecipando o clímax de forma desnecessária e desaconselhável.
Sei que em todos os elencos de George Romero predominavam canastrões. Mas não sei como uma série pode vir a obter excelência sem um elenco digno. Por isso, por mais qualidades que tenham o material original e sua adaptação televisiva, falta ainda a “The walking dead” aquele algo mais que situa uma série num patamar diferente. Não vale defender dizendo que é uma série sobre zumbis baseada num gibi.
Por enquanto, é apenas um programa que entretém. Tomara que eu venha a mudar de opinião. Torço por isso.
“Homeland”, nova produção da Showtime, estreou em 2 de outubro nos Estados Unidos com um episódio piloto irretocável, a melhor estreia da temporada. Inspirada na série israelense ”Prisoners of war”, traz Claire Danes (“Minha vida de cão”) como Carrie Mathison, uma agente da CIA que pensa que pode resolver seus graves distúrbios psicológicos através da automedicação.
A trama gira em torno do retorno de Nicholas Brody (Damien Lewis), um ex-combatente dado como morto no Afeganistão há oito anos. Carrie recebe uma informação sobre a conversão de um soldado americano, que coincide com a volta de Brody e uma aparição de Abu Nazir (Navid Negahban), o maior criminoso de guerra procurado pelo governo americano.
Não demora muito para Carrie desconfiar que Brody, recebido como herói nacional, pode vir a ser o traidor que, uma vez infiltrado novamente nas Forças Armadas, tentará produzir um novo “11 de setembro”.
Bem escrita e bem dirigida, “Homeland” traz ainda Morena Baccarin (a atriz brasileira que fez a vilã do remake de “V”), como a sensual mulher de Brody, que tem que lidar com o retorno do marido e seu relacionamento com Mike (Diego Klattenhoff), melhor amigo de Brody.
A série, que está indo para seu quarto capítulo, tem uma estrutura com “pílulas de flashback” que são desvendadas no fim dos episódios, com desfechos impactantes. Se mantiver o nível elevado, tem tudo para ser uma das melhores do ano.
“American horror story”, nova série de Ryan Murphy (de “Glee”), estreou em 05 de outubro, nos Estados Unidos. A trama é centrada na família Harmon, composta por Benjamin (Dylan McDermott), sua mulher, Vivien (Connie Britton), e a filha adolescente, Violet (Taissa Farmiga).
Após Vivien pegar o marido na cama com outra, a crise se estabelece. A família decide se mudar para tentar recomeçar a vida e é quando, na verdade, o inferno se inicia.
Isso porque, evidentemente, o novo lar dos Harmon é uma casa sinistra, palco de inúmeros assassinatos, que fizeram seu preço despencar, possibiltando, assim, sua aquisição. Rapidamente, fenômenos estranhos começam a acontecer.
O problema com a série é que sua premissa ruim e pouco inovadora se estende por praticamente todas as cenas do episódio piloto. Ou seja, de início, é tudo ruim e clichê, com a mistura entre erotismo e terror beirando o ridículo.
Entretanto, seu segundo episódio já foi bem superior ao primeiro, com um bom gancho para o terceiro. A casa vai se tornando o personagem principal ao mesmo tempo em que os personagens de carne e osso tentam parecer, no mínimo, um pouco mais interessantes.
Mas, sinceramente, não estou levando muita fé, mesmo com Jessica Lange no elenco. O que é uma pena pois, depois da comédia involuntária que se tornou “True blood”, seria interessante uma nova opção no gênero “terror”.
“Person of Interest” já ficou famosa por ser uma nova produção de JJ Abrams, com Michael Emerson (o Ben Linus, de “Lost”) no papel de Harold Finch. Cientista milionário e misterioso, Finch recruta o ex-assassino profissional da CIA, John Reese (James Caviezel), com uma nobre missão.
Após ter criado uma máquina para identificar terroristas como consequência do 11 de setembro, Finch entra em crise por haver duas listas em produção: uma de casos relevantes e outra de casos considerados irrelevantes. Obviamente, se trata de uma equação clara: a função da máquina não é salvar alguém e, sim, todos (“it’s not to save somebody, it’s to save everybody”).
Tentando equilibrar-se nesse papel de “dublê de Deus”, Finch convence o atormentado Reese a ajudá-lo a impedir que os casos irrelevantes ocorram.
Dividindo a produção do projeto está Jonathan Nolan – criador da série – que, com seu irmão Christopher, foi responsável por “Batman – O cavaleiro das trevas”.
Assim, além das empolgantes cenas de ação, a trama indica aos poucos que, talvez, o melhor da série seja ir descobrindo quem, na verdade, são esses dois personagens. E vendo revelar-se, ao mesmo tempo, como se desenvolve o relacionamento entre ambos.
Em se tratando de Abrams e Nolan, penso que esta relação deva vir a ser o que de melhor a série pode oferecer. Aliada às cenas de ação, está longe de ser pouco.
“Boardwalk empire” teve uma primeira temporada excelente. Indo para o quinto episódio da segunda, a série que traz nos seus créditos Martin Scorsese, Mark Wahlberg e Terence ‘Sopranos’ Winter fica cada vez melhor.
Estrelada por Steven ‘Mr. Pink’ Buscemi no papel de Nucky Thompson, o poderoso tesoureiro da Atlantic City dos anos 1920, a série do calçadão e da Lei Seca impressiona não só pela cuidadosa reconstituição de época (figurinos incluídos) mas, principalmente, pelo jogo de xadrez político que apresenta.
Nesta temporada, todos parecem estar contra Nucky que, ainda que desconfortável em mudar de caçador para caça, não aceita a posição de acuado. Ciente de que seu relacionamento com Jimmy (Michael Pitt) degringola, Nucky não hesita em fazer alianças até pouco tempo desaconselháveis.
A impressão que temos, entretanto, é que Nucky está sempre um passo adiante, mesmo tendo que se esforçar para equilibrar-se no delicado mundo dos negócios e assassinatos.
Ainda que o cerco aparente estar se fechando, “Boardwalk empire” já ensinou na primeira temporada que as mudanças e reviravoltas são constantes. A excelência técnica que salta aos olhos é personificada por um elenco extraordinário, no qual vêm comendo pelas beiradas Stephen Graham (Al Capone) e Gretchen Moll (Gillian), considerada a MILF do ano.
Bom, aí a terceira temporada de “Fringe” acabou e surgiu a pergunta: e agora? A quarta começou, estamos indo para o quarto episódio e... A pergunta continua.
Pessoalmente, esta pergunta é o que mais me fascina na série, e penso que será assim até o fim.
Neste novo ano, uma nova realidade se apresenta, e não podemos deixar de notar que a cor âmbar da abertura dos créditos pode representar muito mais do que aparenta.
Isto porque a intenção de apagar Peter da realidade retratada não foi inteiramente bem sucedida. Ao mesmo tempo, entretanto, como ter certeza de qual realidade estamos vendo?
Os casos incidentais seguem interessantes, mas o que realmente importa é a interação entre Olivia, Walter e Peter. Esta temporada tem demonstrado, com êxito, como uma “não-interação” pode, também, prender a atenção do público.
Ver como os personagens se comportam num “mundo sem Peter”, e suas pequenas e sutis diferenças de personalidade, tem sido um prazer, sem contar que é sempre bom descobrir novas facetas biográficas (no caso da ficção) e interpretativas (no caso da realidade).
E, finalmente, tudo indica que, agora, começará a busca por Peter. Se ela levará a temporada inteira ou não, é algo que teremos que esperar para descobrir. Até este momento chegar, aquela pergunta lá de cima seguirá presente. Ou assim espero.
A sexta temporada de “Dexter” se encaminha para o quarto episódio confirmando o tema deste ano: fé. Procurando utilizar de forma inteligente o conceito de religião entre vários personagens e tramas, temos uma nova dupla de serial killers apavorando Miami.
Alianças políticas e mudanças no departamento que indicam a possibilidade de futuro fogo amigo contra Dexter, abrem nova dramaticidade, introduzindo um elemento cuja força é imprevisível.
Como Dexter não tem outra alternativa a não ser tentar ficar alheio a isso, se dedica o máximo possível à criação de seu filho e ao “passageiro sombrio”.
Mas a dupla temente a Deus citada no primeiro parágrafo, responsável pelo apoteótico final do último episódio, será o que Trinity já foi no passado para o nosso herói: o adversário a ser combatido. Entretanto, surpreende que Edward James Olmos e Colin Hanks não tenham a mesma força que Mos Def, como Brother Sam, o pastor, está imprimindo.
Aparentemente, após uma quarta temporada primorosa e uma quinta nem tanto, “Dexter” vai aos poucos voltando a ser aquela série que dosava, com maestria, nossa torcida por um assassino frio, vazio e metódico com momentos de tensão máxima.
Como é uma de minhas séries preferidas, torço para que esta temporada seja melhor do que a anterior. Ao que tudo indica, será.
Agora, é torcer para que Michael C. Hall entre num acordo com os produtores e faça mais duas temporadas. Por enquanto, sem acordo (os produtores querem pagar 20 milhões de dólares por mais dois anos; Michael quer 24, um milhão por episódio), esta corre o risco de ser a última.
E “Breaking bad” se despediu de sua quarta temporada de forma impressionante. Com “Face Off”, a série de Vince Gilligan (que escreveu e dirigiu o episódio) acabou com todas as dúvidas: este é o melhor drama da TV na atualidade. Bom, essa é a minha opinião, evidentemente. Ainda mais, levando-se em conta que é humanamente impossível assistir a todas as séries.
Como só posso falar do que conheço, confesso que, após uma terceira temporada devastadora, temi pelo início desta quarta. Afinal, como suplantar a anterior?
Por isso, vi o (progressivo e constante) distanciamento de Walter White e Jesse Pinkman com receio. Ao mesmo tempo, a onipresença de Gus Fring deixava tudo mais tenso e interessante. A maior participação de Skyler e Saul, além da “parceria” entre Jesse e Mike, era acompanhada pela recuperação de Hank e pela consequência que isto poderia vir a ter.
Pois o jogo de gato e rato vai cada vez mais se encaminhando para tornar a desconfiança generalizada, deixando o espectador, em casa, refém de um pesadelo estratégico. E depressivo, em alguns momentos.
Mas quem tem estômago forte e não faz objeções a torcer por protagonistas com escrúpulos duvidosos é brindado com atuações magistrais de Bryan Cranston e Aaron Paul, principalmente, com Giancarlo Esposito roubando a cena e a temporada.
Seu desfecho e a frase final de Walter fecharam um ciclo com perfeição, tornando sua temporada final – que será dividida em oito episódios em 2012 e mais oito em 2013 – obrigatória.
Baseada na série dinamarquesa “Forbrydelsen”, “The killing” é um thriller empolgante que já teve sua segunda temporada confirmada pela AMC.
Lembrando “Twin peaks” em alguns aspectos, a trama se inicia com o assassinato de Rosie Larsen (Katie Findlay). Com o decorrer das investigações, vamos descobrindo que ela não era quem aparentava ser.
Ligadas ao assassinato, temos três subtramas, representadas pela detetive Sarah Linden (Mireille Enos), o também detetive Stephen Holder (Joel Kinnaman), e pelo candidato a prefeito Darren Richmond (Billy Campbell).
Sarah está no seu último dia de trabalho, saindo da cidade com seu filho para ir de encontro ao noivo. Com a chegada de seu substituto, Holder, e o assassinato de Rosie, ela adia sua viagem por alguns dias.
O problema é que a investigação (e a trama, e a série) segue uma estrutura de fazer o público desconfiar de um personagem no início de um episódio para, no fim, descartá-lo como suspeito.
Muitas vezes, não há como se suspeitar previamente, uma vez que o personagem não havia aparecido antes, numa sensação meio Agatha Christie. Mas, mesmo com o final, digamos, maroto, vale muito a pena dar uma conferida em “The killing”.
Está sempre frio, sempre chovendo, e esta atmosfera contribui bastante para a sensação de desconforto e tensão que temos ao acompanhar o desenrolar da trama.
A Showtime disponibilizou um vídeo (sem legendas) com depoimentos do elenco de 'Dexter' sobre a próxima temporada - a sexta -, cuja estreia está prevista para 2 de outubro. Além de cenas inéditas, dois novos personagens são apresentados (vividos pelos atores Edward James Olmos e Colin Hanks). Em tempo: Jennifer Carpenter está lindíssima.
Baseada na série de livros "As crônicas de gelo e fogo", de George R. R. Martin, a série da HBO, "Game of thrones", já iniciou as filmagens da segunda temporada, na Irlanda. Cada temporada deverá cobrir um livro (já existem cinco), ainda que Martin tenha declarado que alguns volumes deverão se estender por mais de um ano. Para quem não conhece, apenas um conselho: corra atrás.
Passada em Westeros, a série traz duas famílias principais - os Stark e os Lannister - num mundo medieval repleto de intrigas políticas, traições, incestos, reis e filhos bastardos. A trama - que gira em torno de batalhas entre os Sete Reinos, visando o controle do Trono de Ferro - é extremamente bem escrita, e traz diálogos com uma qualidade raramente vista em um programa de televisão.
Além disso, uma fotografia primorosa e um elenco afiado (com destaque para Peter Dinklage, o anão de "Morte no funeral", que rouba todas as cenas), os cenários grandiosos e as esperadas - e épicas - batalhas elevam "Game of thrones" a uma das melhores produções a chegarem na telinha.
Necessário dizer que, ao mesmo tempo em que há um contexto político extremamente coerente e objetivo, elementos sobrenaturais também permeiam a trama, ainda que quase de forma subjetiva, como um subtexto da série, sempre à espreita. Apesar de lembrar em alguns momentos "O senhor dos anéis", "Game of thrones" me parece ser mais adulta e mais direta.
O sobrenatural deve ser bem mais explorado nesta segunda temporada, que estreia no ano que vem. Até lá, talvez "Game of thrones" seja apreciada de formas diferentes por aqueles que leram os livros e aqueles que apenas assistem a HBO. Isso porque algumas liberdades foram tomadas, como a morte de um personagem no fim da primeira temporada, quando inicialmente (leia-se, nos livros) ela ocorreria bem mais tarde. Segundo o próprio autor (Martin chegou a escrever o roteiro do oitavo episódio), fatos assim terão consequências, uma vez que os produtores deverão encontrar uma maneira de adaptar essa situação diante de acontecimentos futuros.
Nada, entretanto, que seja suficiente para me fazer perder a fé na série. Nem mesmo a polêmica cena final da primeira temporada diminuirá minha expectativa - e decepção - por ter que esperar até 2012 para acompanhar os desdobramentos desse "jogo dos tronos", no qual "ou você vence, ou você morre".
Até lá, apenas uma certeza: "o inverno está chegando."
Abaixo, um vídeo com os efeitos visuais da primeira temporada. Aviso: há um spoiler nos últimos segundos.
Saiu o pôster da nova temporada de "Two and a half men". Com Ashton Kutcher substituindo Charlie Sheen, a nona temporada tem estreia prevista para 19 de setembro.