sábado, 18 de abril de 2009

122. TESTAMENT, Canecão, 27.04.07 (Easy Star All-Stars, Nicole)


Após quase 20 anos, a banda americana de thrash metal Testament retornou ao Brasil e ao Rio para shows inesquecíveis (eles também tocaram em Curitiba, São Paulo e Porto Alegre, e tocarão ainda em Belo Horizonte).

E retorna, praticamente, com a formação original responsável pelo sucesso da banda, sendo a única exceção a ausência do baterista Louie Clemente que, com artrite, foi substituído por Nick Barker, ex-Dimmu Borgir.

Nem o temporal que caiu no Rio de Janeiro conseguiu amedrontar a “horda” de camisas pretas – homens e mulheres – que, eufóricos, esperavam a banda entrar no palco. Eram 00h06 quando o ataque sonoro começou. Entrando no palco com uma fúria avassaladora, a banda formada em São Francisco no ano de 1983 já começou atacando com “The preacher”, música do álbum The new order, de 1988.


Logo emendaram com a música homônima do mesmo disco, e já foi possível ver olhos marejados de emoção na pista. “The haunting”, do álbum de estréia The legacy (1987), com seus riffs assustadores, foi responsável por, já na terceira música, confirmar que não ficaria pedra sobre pedra. “Electric crown”, de The ritual (1992), último disco com a formação original, veio logo depois.

As rodas iam se formando na pista do Canecão de forma espontânea e pacífica, e quem não quisesse participar tinha uma boa visão do palco. E o som da famosa casa de shows estava impecável. O massacre sonoro continuou com “Sins of omission”, do álbum Practice what you preach, de 1989, ano em que banda aportou por aqui e, no Rio, fez um show no Circo Voador. “D.N.R.” e “3 days in darkness”, de sua fase mais extrema (ambas do álbum The gathering, de 1999), foram um verdadeiro presente para aqueles que julgam o Testament de hoje superior ao do passado.

Nick Barker conseguiu – pela primeira vez na turnê brasileira – repetir as viradas monumentais e os avassaladores dois bumbos de Dave Lombardo (Slayer), que gravou a bateria do disco e é o melhor e mais influente baterista de thrash de todos os tempos. Alex Skolnick e Greg Christian (respectivamente guitarrista e baixista originais) se recusavam a tocar essas músicas por não a considerarem clássicos. Que bom que foram convencidos do contrário.

A pancadaria seguiu então com clássicos indiscutíveis de sua carreira, que irá completar 25 anos, como “Trial by fire”, “Practice what you preach” (que solo memorável, com suas “alavancadas” mágicas sem alavanca!), “Souls of black”, “The legacy”, “Into the pit” (cotovelos, braços e pernas para todo lado) e a apoteótica “Over the wall”, cujo solo original foi gravado por um Alex Skolnick de apenas 18 anos e que, até hoje, é um dos melhores solos do thrash mundial.


Aliás, Skolnick – um verdadeiro animal das seis cordas que deixou seu trio de jazz para retornar ao Testament – é responsável talvez pelos mais melodiosos e complicados solos do estilo, além de ponto alto do show. Ele simplesmente destrói, deixando boquiabertos e extasiados os fãs na platéia.

Platéia esta que teve papel fundamental como coadjuvante das músicas, cantando sem parar e cantarolando riffs e notas dos solos. No bis, a banda – visivelmente emocionada com a recepção – quebrou tudo com “Alone in the dark” e “Disciples of the watch”, encerrando o show para total delírio dos presentes. Extasiada, a legião de camisas pretas foi embora com sorrisos estampados nos rostos e, literalmente, de alma lavada. Mas ficou faltando “Burnt offerings”.


(121. EASY STAR ALL-STARS, CIRCO VOADOR, 2007

Tocaram o "Dub Side of the Moon" e algumas do "Radiodread". Foi legal, mas demorou demais pra começar.

120. NICOLE, TEATRO ODISSEIA, 2007

Algumas partes legais, outras chatas. Muitas meninas com meninas)

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