terça-feira, 14 de dezembro de 2010

DEXTER - Finale 5a Temporada

Como é impossível agradar a todos - e sempre tem alguém para falar mal -, é provável que uma ou outra pessoa reclame do finale da quinta temporada de "Dexter", que foi ao ar no último domingo, nos EUA. A série da Showtime encerra seu quinto ano, na minha opinião, de forma brilhante, com um episódio praticamente irretocável.

Coeso e denso, "The big one" (512) fechou várias questões, ao mesmo tempo em que levantou algumas. Em termos de temporadas, poderíamos dizer que John Lithgow foi tão impactante na temporada anterior que foi preciso dispor de Julia Stiles, Jonny Lee Miller e Peter 'Robocop' Weller para tentar "suprir" sua ausência. Este último ano começou morno - para não dizer devagar -, acompanhando o luto de Dexter pela morte de Rita. Mas, gradualmente, as coisas foram esquentando até atingir o ápice, nesse sensacional 512.

Alguns pontos: Debra (Jennifer Carpenter) está cada vez melhor - percebe-se que a personagem evoluiu muito, assim como o desempenho da atriz; Masuka (C.S. Lee) deixou de ser asqueroso para tornar-se, definitivamente, o detentor das melhores falas da série; e Dexter (Michael C. Hall) não precisa provar mais nada a ninguém, um personagem cheio de nuances, conflitos e contradições que agrada a gregos e troianos.

Confesso que me preocupei ao ver "as cenas do próximo capítulo" no fim do episódio anterior, temendo que Debra desmascarasse o irmão. O que posso dizer sem estragar a surpresa é que achei genial a resolução dessa questão (sim, o preview tinha uma pegadinha na edição). Além disso, os desfechos de Lumen e de Jordan me agradaram bastante.

É impressionante que as reviravoltas de roteiro de "Dexter" continuem surpreendendo e, mais importante, que sejam críveis, sem nenhuma ofensa à verossimilhança. Este é um dos principais motivos que me tornaram fã, e espero que a temporada seguinte - aparentemente, haverá mais duas - mantenha o nível elevado.

Notícia ruim: as crianças voltaram. Notícia boa: é só durante o verão.

Em tempo: Michael C. Hall e Jennifer Carpenter anunciaram ontem que seu casamento, após dois anos, chegou ao fim. Temam pela(s) próxima(s) temporada(s).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DEXTER - Finale sneak peek


Abaixo, um pequeno trecho do último episódio da quinta temporada de "Dexter", que vai ao ar no próximo domingo, nos Estados Unidos. Eu não vi, pois ter assistido - inadvertidamente - os poucos segundos "das cenas dos próximos capítulos" exibidos no fim do último episódio não me fez bem. Fique à vontade.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

THE EVENT - Devemos esperar pelo final?

Com o fim de "Lost", muitas foram as apostas de séries que tomariam seu lugar no gosto do público por mistérios e tramas não convencionais. Muitos apontaram "FlashForward" (já devidamente cancelada) e, outros, este "The event".

Já com 10 episódios transmitidos, "The event" tem dividido o público: há aqueles que se divertem e aqueles que já abandonaram. Devo confessar que acho bastante difícil conseguir assistir à conclusão da série, que considero ruim demais.

Após um interessante episódio piloto, a série foi ficando cada vez mais engraçada, ainda que involuntariamente. Seu elenco é muito ruim e, ao contrário de "The walking dead" (outra série com elenco sofrível mas que, juntamente com "Boardwalk empire", representou a melhor estreia de uma nova temporada este ano), não consegue manter o espectador interessado no que acontecerá no capítulo seguinte.

Existem aqueles que não levam "The event" a sério, e que afirmam ser esta a única maneira de ver a série sem se aborrecer (afinal de contas, sua trama rocambolesca é digna de gargalhadas). No meu caso, mesmo tentando analisar o programa como uma (cara) brincadeira, tudo o que eu vejo é algo muito, mas muito ruim.
Por mim, "The event" poderia seguir o mesmo destino de "FlashForward" e ser cancelada. Pelo menos, "FF" tinha uma trama inicial que despertava interesse e, não, risos involuntários.

Não sei, talvez eu seja muito exigente (ou muito chato). Mas é que, a partir do momento em que  temos no ar algo como "Fringe" e seu padrão de excelência, fica muito difícil não manter uma alta expectativa de qualidade no que se refere a novas séries de mistério / sci-fi.

Ou seja, a culpa é toda de JJ Abrams. Se quiserem culpar alguém, ele é o cara, não eu.

Brincadeiras a parte, confesso que fiquei decepcionado com "The event", pois é mais uma oportunidade de entretenimento inteligente que não se confirma, para tristeza de todos nós, fãs de séries que evitam a mesmice televisiva mundial.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

BELLE & SEBASTIAN - Suicide Girls

SLAYER - Beauty Through Order

PANTERA - Mouth For War

JAY Z - Empire State of Mind (Live)

Hero - best of

House of the Flying Daggers - The Beauty Song

PJ HARVEY - The Letter

SLAYER Live AOL (Chemical Warfare, Raining Blood, Hate Worldwide, World Painted Blood, Mandatory Suicide)




Bastidores de "Hair"


MASSIVE ATTACK - Pray for Rain

THE KOOKS - All That She Wants (Ace of Base cover)

ADELE - Rolling in the Deep

Como animar uma festa

FANTOMAS - Slayer medley & Simply Beautiful (Al Green cover)


THE WALKING DEAD - Finale

A série da AMC baseada na graphic novel homônima "The walking dead", escrita por Robert Kirkman, chegou ao fim no último domingo nos Estados Unidos. Devo dizer que, infelizmente, seus seis episódios não justificaram todo o hype gerado em torno dela.

Bastante irregular, a série comandada por Frank Darabont - que dirigiu o piloto e escreveu alguns capítulos - teve uma ótima estreia, ainda que criticada por muitos devido a seu ritmo "contemplativo". O segundo episódio foi legal, mas o terceiro foi um banho de água fria. A coisa voltou a esquentar no quarto, mas no quinto desandou mais uma vez.

O sexto e último episódio, ainda que com aquela tensão inerente a um finale, representou fielmente a série como um todo: uma decepção. Sim, pois uma vez que a temporada se resume a seis capítulos, se metade deles não convence, não há como a série convencer.

Ao menos, não me convenceu, o que é uma pena, pois esperava muito da mesma. Para ver uma série curta sobre zumbis que realmente valha a pena, melhor seria rever "Dead set".

HAVEN - Finale

"Haven", inspirada no romance de Stephen King "The Colorado kid", é a mais nova série de mistério a encerrar sua primeira temporada na semana passada (nos EUA). Após 13 irregulares episódios, assim como em "Persons unknown", os roteiristas deixaram o melhor para o final. O que é uma pena.

Confesso que só cheguei ao fim da temporada porque sou fã de Stephen King. Achei o piloto, por exemplo, extremamente cansativo e enfadonho. Tive muita dificuldade em seguir em frente, mas perseverei. Agora que acabou, achei legal ter visto, mas não sei se encararia uma próxima temporada.

A trama difere do livro logo de cara, substituindo uma estagiária de jornalismo por uma agente do FBI. Audrey Parker (Emily Rose) vai para a cidadezinha costeira de Haven (no Maine, claro) no intuito de desvendar crimes inexplicáveis e acertar contas com o passado, ainda que inadvertidamente. Rapidamente, ela percebe que os poucos habitantes têm muitos segredos, e que Haven é um local especial, onde acontecimentos bizarros fazem parte do cotidiano.

Entre os casos que investiga, há uma sombra assassina, uma mulher cujo humor muda o clima, e um "transmorfo parasita". A série vai melhorando a cada novo episódio, enquanto nossa heroína procura descobrir qual exatamente seria sua relação com um antigo - e mais famoso - evento ocorrido em Haven: o que teria acontecido com Colorado Kid.

O problema é que "Haven" nunca chega a - realmente - despertar interesse ou causar tensão, o que me parece fundamental para que uma série de mistério tenha êxito. Exageros à parte, é como se cinco minutos de "Fringe" (outra série atual de mistério/sci-fi) impactassem muito mais do que os 13 episódios desta primeira temporada.

De qualquer forma, "Haven" terminou com um gancho muito bom, responsável por uma sincera vontade de saber o que viria a seguir. Mas essa curiosidade, ainda que autêntica, só vem aos 47 do segundo tempo. Não sei, penso que talvez tenha sido tarde demais.

PERSONS UNKNOWN - Finale

O vencedor do Oscar de roteiro original por "Os suspeitos", Christopher McQuarrie, bolou 'Persons unknown', série de mistério que evoca, instantaneamente, a franquia cinematográfica "Jogos mortais". A exceção: a (quase ausência de) violência e o sangue. Sim, eles fazem parte da trama, mas em menores proporções, e em escalas diferentes.

Aqui a violência é mais psicológica, num cenário em que sete desconhecidos - um padre, uma mãe, uma criminosa, um soldado e etc - despertam num hotel de uma cidadezinha fantasma dos anos 1950. Há um recepcionista e um restaurante japonês com cozinheiros sempre dispostos: com exceção desses elementos, são apenas os sete escolhidos tentando descobrir onde estão, a razão de estarem ali e, mais importante, por que não podem fugir.

O local, todo monitorado por câmeras, é cercado por uma "parede de dor", muro invisível que "eletrocuta" quem tenta escapar. Monitorando tudo e a todos, uma senhora misteriosa e poderosa que comanda uma organização mundial que põe em prática, há 25 anos, e em 27 cidades, o seguinte esquema: sete indivíduos se matam até sobrar um.

A série é razoavelmente eficiente na arte de envolver o espectador e fazê-lo seguir em frente. Mas não tão eficiente assim. O episódio final realmente me deu vontade de ver a próxima temporada: o problema é que só vi o finale porque estava curioso quanto à sua conclusão. Ou seja, os melhores momentos da série são seus últimos minutos... Esquisito.

Enfim, foi legal, mas confesso que esperava mais daquele que criou Keyser Soze. Quem sabe na próxima?