E “Breaking bad” se despediu de sua quarta temporada de forma impressionante. Com “Face Off”, a série de Vince Gilligan (que escreveu e dirigiu o episódio) acabou com todas as dúvidas: este é o melhor drama da TV na atualidade. Bom, essa é a minha opinião, evidentemente. Ainda mais, levando-se em conta que é humanamente impossível assistir a todas as séries.
Como só posso falar do que conheço, confesso que, após uma terceira temporada devastadora, temi pelo início desta quarta. Afinal, como suplantar a anterior?
Por isso, vi o (progressivo e constante) distanciamento de Walter White e Jesse Pinkman com receio. Ao mesmo tempo, a onipresença de Gus Fring deixava tudo mais tenso e interessante. A maior participação de Skyler e Saul, além da “parceria” entre Jesse e Mike, era acompanhada pela recuperação de Hank e pela consequência que isto poderia vir a ter.
Pois o jogo de gato e rato vai cada vez mais se encaminhando para tornar a desconfiança generalizada, deixando o espectador, em casa, refém de um pesadelo estratégico. E depressivo, em alguns momentos.
Mas quem tem estômago forte e não faz objeções a torcer por protagonistas com escrúpulos duvidosos é brindado com atuações magistrais de Bryan Cranston e Aaron Paul, principalmente, com Giancarlo Esposito roubando a cena e a temporada.
Seu desfecho e a frase final de Walter fecharam um ciclo com perfeição, tornando sua temporada final – que será dividida em oito episódios em 2012 e mais oito em 2013 – obrigatória.

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