quarta-feira, 19 de outubro de 2011

DEXTER - Sexta temporada promete surpresas


A sexta temporada de “Dexter” se encaminha para o quarto episódio confirmando o tema deste ano: fé. Procurando utilizar de forma inteligente o conceito de religião entre vários personagens e tramas, temos uma nova dupla de serial killers apavorando Miami.

Alianças políticas e mudanças no departamento que indicam a possibilidade de futuro fogo amigo contra Dexter, abrem nova dramaticidade, introduzindo um elemento cuja força é imprevisível.

Como Dexter não tem outra alternativa a não ser tentar ficar alheio a isso, se dedica o máximo possível à criação de seu filho e ao “passageiro sombrio”.

Mas a dupla temente a Deus citada no primeiro parágrafo, responsável pelo apoteótico final do último episódio, será o que Trinity já foi no passado para o nosso herói: o adversário a ser combatido. Entretanto, surpreende que Edward James Olmos e Colin Hanks não tenham a mesma força que Mos Def, como Brother Sam, o pastor, está imprimindo.

Aparentemente, após uma quarta temporada primorosa e uma quinta nem tanto, “Dexter” vai aos poucos voltando a ser aquela série que dosava, com maestria, nossa torcida por um assassino frio, vazio e metódico com momentos de tensão máxima.

Como é uma de minhas séries preferidas, torço para que esta temporada seja melhor do que a anterior. Ao que tudo indica, será.

Agora, é torcer para que Michael C. Hall entre num acordo com os produtores e faça mais duas temporadas. Por enquanto, sem acordo (os produtores querem pagar 20 milhões de dólares por mais dois anos; Michael quer 24, um milhão por episódio), esta corre o risco de ser a última. 


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