A segunda temporada de “The walking dead” foi ao ar, nos Estados Unidos, em 16 de outubro. “What lies ahead” teve mais de uma hora de duração e um final impactante. Mas, infelizmente, apesar de boas cenas de tensão, sempre que tenta enveredar pelo drama, o nível cai.
Isto porque, mesmo existindo defensores, há que se dizer que o elenco é o calcanhar de Aquiles da série. Às vezes, temos a impressão de assistir a um filme ruim baseado em Stephen King.
Este episódio, por exemplo, teve dois diretores, mas a dificuldade em esconder a canastrice do elenco continua. Ainda assim, houve bons momentos, como citei acima, com o desaparecimento de um personagem e uma possível morte de outro.
Neste caso, a impactante cena final poderia ter ainda mais força, não fosse a opção de prolongar o suspense exageradamente, antecipando o clímax de forma desnecessária e desaconselhável.
Sei que em todos os elencos de George Romero predominavam canastrões. Mas não sei como uma série pode vir a obter excelência sem um elenco digno. Por isso, por mais qualidades que tenham o material original e sua adaptação televisiva, falta ainda a “The walking dead” aquele algo mais que situa uma série num patamar diferente. Não vale defender dizendo que é uma série sobre zumbis baseada num gibi.
Por enquanto, é apenas um programa que entretém. Tomara que eu venha a mudar de opinião. Torço por isso.

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